O MAAT ABRE A RENTRÉE COM A EXPOSIÇÃO 
TENSÃO & CONFLITO – ARTE EM VÍDEO APÓS 2008

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Tensão e Conflito – Arte em Vídeo após 2008 é a nova grande exposição do MAAT . Com curadoria de Pedro Gadanho e Luísa Santos, reúne obras de 22 artistas que, dos Estados Unidos e América Latina à Europa e ao Médio Oriente, filmaram visões pessoais sobre os efeitos da grande recessão, a agitação política a ela associada e os aspetos sociais menos óbvios que emergiram da crise financeira global de 2008.

Há dez anos atrás, o mundo atravessou uma das maiores crises financeiras desde a Grande Depressão de 1928. A escala global do conflito e da instabilidade deu origem a múltiplas discussões e debates, nomeadamente sobre a politização da arte. Durante este período, o vídeo revelou-se um recurso artístico incontornável, uma expressão única das tensões e inquietações que marcaram a sociedade. A aptidão deste suporte para a criação e circulação de imagens, vozes e histórias torna o vídeo uma ferramenta fundamental para os artistas contemporâneos analisarem os impactos socioeconómicos dos acontecimentos do quotidiano. Para Pedro Gadanho, um dos curadores da exposição, a escolha do uso do vídeo para refletir sobre estas questões sociais prende-se também pela  “facilidade relativa com que as audiências respondem aos códigos de uma cultura dominante — a cultura da imagem em movimento.” Nos vídeos que vemos ao longo da exposição, sejam eles ficcionais, documentais ou em formato videoclip, há duas características comuns: um cuidado estético inquestionável e a capacidade de transmitir uma mensagem.MAAT 21768712_2055260494499427_8723450388216765566_o

Os protestos, as manifestações e as notícias do dia apresentados, mostram-nos visões poéticas que nos fazem ler a História recente — e as transformações do presente — de modos frequentemente inesperados. Tensão & Conflito questiona o papel que a arte tem nos dias de hoje, deixando de oferecer apenas meros objetos de contemplação, mas transformando-se num modo de retratar mais interventivo. Tal como questiona a curadora Luísa Santos, “se a exposição Tensão & Conflito partisse da mesma pergunta de investigação que provavelmente tem pontuado mais discussões no sistema das artes — será que a arte tem, pode ou deve ter um papel de mudança social? —, a resposta assentaria num conflito, mais do que num consenso. Contudo, perante estes 22 trabalhos, o que parece ser irrefutável é que a arte nos oferece perceções que nos fazem questionar o mundo que nos rodeia.  “

Em suma, esta exposição oferece-nos abordagens muito diferentes a um tema comum: a crise financeira de 2008. Estas abordagens, mais ou menos diretas, mais ou menos perturbadoras, mostram-nos a consciência que os artistas têm sobre o seu papel ativo – e não necessariamente “ativista” – na sociedade.

A exposição inclui trabalhos de quatro artistas portugueses: Patrícia Almeida, Paulo Mendes, Francisco Queirós e Maria Trabulo. Participam ainda mais 18 artistas das mais variadas origens geográficas: Halil Altindere (Turquia), Marilá Dardot (Brasil), Bofa da Cara (Angola), Burak Delier (Turquia), Melanie Gilligan (Reino Unido), Lola Gonzàlez (França), Hiwa K (Curdistão), Silvia Kolbowski (USA), Nikolaj Bendix Skyum Larsen (Dinamarca), Marc Larré (Espanha), Jorge Macchi (Argentina),  Mario Pfeifer (Alemanha), Anatoly Shuravlev (Rússia), Federico Solmi (Itália), Pilvi Takala (Finlândia) , Dragana Zarevac (Sérvia), Artur Zmijewski (Polónia), Yorgos Zois (Grécia).

P.S

A exposição ocupa a Galeria Principal e a Vídeo Room do MAAT até 19 de março de 2018

www.maat.pt/pt